Editorial · 05 de julho de 2026
As camadas do tempo, legíveis
Distinguir o antigo do novo não é uma questão estética — é uma decisão ética sobre o que uma cidade lembra.

Quando uma intervenção imita perfeitamente o original, ela apaga a diferença entre o que foi feito quando e por quem. A carta de restauro chama isso de falso histórico.
Preferimos a distinguibilidade: a adição contemporânea se declara, com materialidade e desenho próprios, e a leitura das épocas permanece clara para quem visita o edifício.
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